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segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Ajude seu filho a passar de ano!

A semana das provas escolares finais se aproxima e nem sempre os filhos tiveram o rendimento que esperávamos ao longo do ano. Será que ainda dá tempo de recuperar as notas? Dr. Marcelo Reibscheid, pai, amigo das crianças e pediatra do Hospital e Maternidade São Luiz, além de criador do portal Pediatria em Foco (www.pediatriaemfoco.com.br) dá dicas:

O primeiro passo é estabelecer os direitos e deveres das crianças. Privar o filho da diversão não é saudável. Estipule horários para vídeo-game e televisão, por exemplo, pois o lazer ajuda a criança a absorver o conteúdo e se sentir recompensada.

"Na hora de estudar, estabeleça um cantinho e um horário fixos, bem longe de qualquer distração. Isso facilita a concentração. Quando possível também vale combinar com outras mães para os filhos estudarem juntos e trocarem informações sobre as matérias. Mas isso somente se tiver um adulto para supervisionar e orientar os pequenos”, explica Reibscheid.

Um questionamento comum dos pais é sobre as dificuldades da criança. Nem sempre sabemos todas as respostas e isso não deve ser escondido do filho. Nesse caso, ofereça companhia para pesquisar.

Ainda de acordo com o pediatra, devemos usar os nossos pontos fortes a favor dos filhos. Se você é criativo, por exemplo, contar histórias ou cantar fórmulas pode ser uma forma divertida de ajudá-lo a memorizar.

No final do dia, peça ao seu filho para fazer um resumo de todo o conteúdo revisto. Se puder, faça uma pequena prova, com as principais questões abordadas. Vale entrar em contato com a escola para se inteirar sobre o modelo de avaliação.

“Outra dica importante é estimular a capacidade da criança, dizendo frases positivas e reconhecendo o esforço realizado”, alerta o pediatra.

Por que as crianças não gostam de matemática?
De acordo com dr. Marcelo Reibscheid, até o sexto ano do ensino fundamental as crianças costumas gostar da disciplina. Após esse período as notas costumam cair e ocorre a perda de interesse pela matéria. Isso acontece pela forma que ela é desenvolvida. A criança sente falta da relação com algo concreto que possa ligar com a aplicação.

Será que meu filho é disléxico?
Segundo pesquisas realizadas, 20% de todas as crianças sofrem de dislexia – o que faz com que elas tenham grande dificuldade ao aprender a ler, escrever e soletrar. Saiba quais são os sinais apresentados em cada idade:

Entre 3 a 6 anos - Na pré-escola
1. Ele persiste em falar como um bebê (involuntariamente)?
2. Freqüentemente pronuncia palavras de forma errada?
3. Não consegue reconhecer as letras que soletram seu nome?
4. Tem dificuldade em lembrar o nome de letras, números e dias da semana?
5. Leva muito tempo para aprender novas palavras?
6. Tem dificuldade em aprender rimas infantis?

Entre 6 ou 7 anos - Primeira-série
1. Tem dificuldade em dividir palavras em sílabas?
2. Não consegue ler palavras simples e monossilábicas, tais como “rei” ou “bom”?
3. Comete erros de leitura que demonstram uma dificuldade em relacionar letras a seus respectivos sons?
4. Tem dificuldade em reconhecer fonemas?
5. Reclama que ler é muito difícil?
6. Freqüentemente comete erros quando escreve e soletra palavras?
7. Memoriza textos sem compreendê-los?

Entre 7 e 12 anos
1. Comete erros ao pronunciar palavras longas ou complicadas?
2. Confunde palavras de sonoridade semelhante, como “tomate” e “tapete”, “loção” e “canção”?
3. Utiliza excessivamente palavras vagas como “coisa”?
4. Tem dificuldade para memorizar datas, nomes ou números de telefone?
5. Pula partes de palavras quando estas têm muitas sílabas?
6. Costuma substituir palavras difíceis por outras mais simples quando lê em voz alta; por exemplo, lê “carro” invés de “automóvel”?
7. Comete muitos erros de ortografia?
8. Escreve de forma confusa?
9. Não consegue terminar as provas de sala-de-aula?
10. Sente muito medo de ler em voz alta?

A partir dos 12 anos
1. Comete erros na pronúncia de palavras longas ou complicadas?
2. Seu nível de leitura está abaixo de seus colegas de sala de aula?
3. Inverte a ordem das letras – “bolo” por “lobo”, “lago” por “logo”?
4. Tem dificuldades em soletrar palavras? Soletra a mesma palavra de formas diferentes numa mesma página?
5. Lê muito devagar?
6. Evita ler e escrever?
7. Tem dificuldade em resolver problemas de matemática que requeiram leitura?
8. Tem muita dificuldade em aprender uma língua estrangeira?

Se seu filho apresenta algumas destas características, procure ajuda do seu Pediatra. Nunca é tarde para começar o tratamento.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Bullying - como prevenir

No dia 13 de setembro de 2011 o filósofo e professor Silvio Costta, autor do livro Antibullying - uma estratégia para aprender e prevenir, esteve no programa Lá em Casa tirando dúvidas e alertando pais e mães para o problema.



Segundo ele é possível tratar o bullying de forma lúdica, sem fazer discursos morais sobre o tema. E ele propõe essa "brincadeira" através do livro/jogo que desenvolveu.

O autor explica que bullying é a atitude do "valentão", daquela pessoa que quer exercer o poder sobre o outro, amedrontar o outro, para aparecer e se sobressair aos demais.

A vítima:
O chamado "valentão" vai assediar a pessoa que tem um diferencial: ou porque é gordinha, ou magrinha demais, ou usa óculos, ou aparelho, ou é muito tímida...

Perfil da vítima:
É por causa da vergonha de suas fraquezas, ou da sua timidez, que a vítima de bullying geralmente não se revela, nem para os pais.

Como se defender:
Desenvolver a auto-estima é uma maneira de se defender do bullying.

Como prevenir:
Não se pode evitar o bullying, mas dá para prevenir se o professor observar seus alunos mais atentamente e os pais participarem mais das atividades com os filhos na escola.

Como saber se seu filho sofre bullying:
- a criança chega da escola atrasada todos os dias;
- a criança chega com a roupa suja ou rasgada;
- a criança perde dinheiro;
- a criança chega machucada e fala que caiu;
- a criança perde o material escolar, o celular;

Como a vítima pode dar um basta:
Quando a escola não consegue resolver o problema, as pais da vítima acabam tirando o filho da escola.

O assunto bullying tem sido mais discutido hoje do que era há 1 ano, mas as pessoas, e as escolas, principalmente, segundo o professor Silvio Costta, ainda não sabem lidar muito bem com a situação e não têm muita informação sobre o assunto, o que dificulta a prevenção e o tratamento dos casos.

A dica do professor Silvio Costta é conversar sempre com seu filho, estar atendo a tudo o que acontece com ele e, principalmente, olhar nos olhos da criança. Segundo Costta, os olhos de uma criança não mentem nunca!

Lá em Casa - inspirando pais a criarem filhos que façam a diferença no futuro!
Produção e apresentação: Vanessa Caubianco
Exibição: terça-feira, ao vivo, das 16h às 17h
Realização: AllTV
www.alltv.com.br

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Mães falam demais...mas como anda a comunicação com seu filho?

O corre-corre diário causa estress, cansaço e até doenças. Mas o pior dessa agitação toda é a falta de tempo para conversar em casa, COM OS NOSSOS FILHOS.
Você pode me dizer que sem seu trabalho você não pode ajudar nos gastos com a casa (que crescem mais rápido do que o tamanho do tênis das crianças), ou que precisa dele para continuar sendo a mulher que sempre foi, ou que ele é importante demais para o "engrandecimento da Nação" e você não pode abandoná-lo jamais, enfim, você pode me dar mais de um milhão de justificativas (e vou achar todas muito válidas), mas QUERO TE CONVIDAR PARA REFLETIR SOBRE COMO anda sua comunicação com seu filho? Você tem tido tempo pra ele e vice versa? Será que o corre-corre afeta nossas relações familiares? Até que ponto isso é importante para o nosso futuro?
No programa Lá em Casa de amanhã (8/11), vamos conversar com a Roselake Leiros, que é coach, palestrante especializada no comportamento humano, diretora da CrerSer Mais e autora do Projeto “Pai e Mãe nossos de cada dia”. É pioneira em coaching para crianças, master practitioner em PNL – Programação Neurolinguística, Constelação Sistêmica Familiar e instrutora credenciada pelo SENAI, sobre "COMO ANDA A COMUNICAÇÃO COM NOSSOS FILHOS.
Venha conversar com a gente ao vivo através do chat. Mande suas perguntas e opiniões.
O Lá em Casa começa às 16h no www.alltv.com.br

LÁ EM CASA - inspirando pais a criarem filhos que façam a diferença no futuro
Exibição: terça-feira, das 16h às 17h, ao vivo
Produção e apresentação: Vanessa Caubianco
Realização: AllTV (www.alltv.com.br)

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Crianças Especiais

No programa Lá em Casa de hoje, a empresária Lu Santoro vai falar sobre seu mais novo projeto, o Mais Feliz, que visa contribuir para o desenvolvimento social de crianças especiais.
Não percam, o Lá em Casa começa às 16h no www.alltv.com.br.
Espero vocês lá!

Lá em Casa - os dilemas da maternidade no século XXI
Produção e Apresentação: Vanessa Caubianco
Exibição: terças-feiras, ao vivo, das 16h às 17h, com reapresentação ON DEMAND no site www.alltv.com.br
Realização: Alltv

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Dia das Crianças: o que o mundo tem para comemorar?


Com tanto desenvolvimento tecnológico, tanta informação e tanto dinheiro, ainda hoje, em pleno século XXI, o mundo vê suas crianças sendo maltratadas, violentadas e até escravizadas.

No programa Lá em Casa especial DIA DAS CRIANÇAS, exibido pela AllTV, a jornalista Vanessa Caubianco receberá a visita do Reverendo Aldo Quintão, Deão da Catedral Anglicana de São Paulo e fundador do Instituto Anglicano, responsável pela manutenção de 4 creches na periferia da cidade que atendem mais de 635 crianças carentes – sendo uma delas a Creche Anglicana Renata Eugênia Rodrigues (Morumbi/Paraisópolis) a maior creche da Cidade de São Paulo com 4000m² construídos e 380 crianças.

Como ajudar as crianças do nosso mundo hoje? Qual o papel dos pais na criação dos filhos? É possível vivermos num mundo melhor? Venha debater ao vivo essas e outras questões no programa Lá em Casa do dia 11/10, que começa às 16h no www.alltv.com.br

Informações do relatório ‘Save Children’:

- 1.2 milhão de crianças e bebês são traficados, na Europa, nas Américas e no Caribe.

- cerca de 1.8 milhão de crianças são obrigadas a entrar no negócio da prostituição, da pornografia e do turismo sexual – no Reino Unido, existem 5 mil crianças na prostituição.

- milhões de crianças são coagidas a trabalhar arduamente, suportando condições desumanas e insalubres – na Índia, estima-se que mais de 15 milhões de crianças sejam sujeitas a atividades nocivas e ilegais para saldar débitos contraídos pela família.

- mais de 132 milhões de crianças com menos de 15 anos trabalham na agricultura, expostas a pesticidas e instrumentos potencialmente perigosos – no Cazaquistão, as crianças trabalham em fábricas de tabaco e algodão mais de 12 horas por dia, sete dias por semana.

- mais de 300 mil crianças, de ambos os sexos e com menos de 15 anos, são transformados em arsenal de guerra – na Republica Democrática do Congo, cerca de 11 mil crianças são forçadas a integrar os grupos armados.

- milhões de crianças NO MUNDO são forçadas a trabalhar mais de 15 horas por dia.

Além de tudo isso, muitas destas crianças são violentadas e subnutridas. No Quénia, há 200 mil crianças nestas condições, no Paquistão esse número sobre para 264 mil. O Brasil contabiliza alarmantes 550 mil crianças vivendo nessas condições.

Nesse Dia das Crianças, pense nisso, reze por essas crianças e ajude quem está mais perto de você.
É somente assim que poderemos começar a tentar mudar alguma coisa!
Fonte: http://www.humantrafficking.org/

Lá em Casa, e os desafios da maternidade no século XXI
Produção e Apresentação: Vanessa Caubianco
Exibição: toda terça-feira, ao vivo, das 16h às 17h, no www.alltv.com.br
Realização: AllTV

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Fique atento ao presente do "Dia das Crianças"


Você conhece os jogos eletrônicos com que o seu filho brinca? Sabe se os filmes a que ele assiste são adequados à faixa etária? O Dia das Crianças está chegando e muitas mães ainda têm dúvidas na hora de comprar presentes.

No caso de jogos eletrônicos e filmes, que estão na lista dos preferidos, o Ministério da Justiça classifica os conteúdos e assim auxilia adultos a tomarem a decisão entre as diversas opções para os pequenos.

A Classificação Indicativa foi o instrumento criado para proteger crianças e adolescentes de conteúdos que envolvam violência, sexo e drogas e as faixas vão de livre, em que o conteúdo não expõe a criança a conteúdos potencialmente prejudiciais, até 18 anos, que pode conter conteúdo extremamente violento, cenas de sexo e tortura.

Os principais jogos eletrônicos do mercado, com propaganda de maior poder de persuasão, têm adultos como público-alvo. O resultado disso são jogos de temática complexa e adulta, com violência, sexo e drogas e que não são recomendados a jogadores mais jovens.

Na avaliação do secretário Nacional de Justiça, Paulo Abrão, é um direito saber que tipo de conteúdo está sendo oferecido e uma obrigação do vendedor prestar essa informação e impedir que menores comprem jogos de classificação alta inadequada a sua faixa etária, sem a permissão dos pais.

* Pirataria: outra dica importante é observar se o brinquedo é original e se tem o selo de segurança do Inmetro, para garantir a segurança das crianças. Produtos piratas podem conter substâncias tóxicas ou pequenas peças que podem ser engolidas por crianças menores. Outros produtos como tênis e óculos escuros, por exemplo, podem causar danos à saúde.

“Quem não compra um produto original pode estar colocando em risco a saúde da própria família. Quem compra o brinquedo original tem a possibilidade de troca na apresentação de um defeito e, além disso, o consumidor contribui com o combate à pirataria e contrabando dos produtos que entram no país de forma ilegal”, ressalta o secretário Paulo Abrão, que também preside do Conselho Nacional de Combate à Pirataria.


Fonte:Ministério da Justiça
(61) 2025-3315 /3135
joao.amurim@mj.gov.br
www.mj.gov.br

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

A importância de contar histórias para os nossos filhos

A narrativa como memória familiar
Por José Ruy Lozano


A palavra “narrativa” é bastante conhecida. As pessoas de mais idade cresceram ouvindo seus pais e avós contando histó­rias e aprenderam a produzir narrativas na escola, principalmente nas séries ini­ciais. O universo dessa narrativa, no entanto, é pejorativamente associado às fábulas e aos contos maravilhosos, ligado necessariamente ao mundo da in­fância. No mundo dos adultos, informa-se, diz-se, descreve-se, opina-se, twitta-se, fofoca-se, mas muito pouco se narra. Na sociedade contemporânea em particular, o espaço da narrativa no meio familiar en­contra-se cada vez mais reduzido, sitiado pelo distanciamento e pelas novas mídias.

Para esclarecer a importância social de “contar histórias”e seu eventual desapare­cimento no mundo moderno, vamos tentar estabelecer um contraste entre passado e presente, a fim de descobrir a origem e os desdobramentos de muitos dos processos cuja trajetória vivenciamos hoje.

No mundo da tradição, anterior ao mundo moderno, a narrativa associava-se à experiência. O saber feito da experiên­cia do passado e da vivência do mundo se tornava fonte de histórias, passadas oralmente de geração em geração, ou, nos meios letrados, por meio da escrita. O discurso do narrador continha intenções educativas: os enredos guardavam ensina­mentos, justificavam provérbios ou susten­tavam conselhos.

O aconselhamento tradicional­mente se configurava como necessidade social: tratava-se da transmissão do saber adquirido pelos mais idosos e experientes ou por aqueles que retornavam ao lar, que vieram de longe e carregavam conheci­mentos inéditos. Ou mesmo pelos que ja­mais deixaram sua terra e sua gente, mas as conheciam como ninguém.

O narrador mostrava-se, assim, como portador de uma sabedoria especial. Mais que responder diretamente às perguntas, sugeria, por meio de suas histórias, pos­sibilidades de respostas construídas pelo conjunto de sua vida e do passado da co­munidade. À sua experiência mesclava a vivência dos outros, incluindo também em seus enredos o que ouviu ou leu.

Portanto, o aconselhamento elabo­rado internamente, na substância viva da vida, tinha o nome respeitável de sabedo­ria. Se a arte de contar histórias hoje está acabando, talvez a sabedoria esteja em processo de extinção. O mundo moderno preza “notícias”e não “narrativas”. Vivemos em um mundo em que a rapidez dominou nossa rotina, transformando o bate-papo e a troca de experiências sem utilidade objetiva em algo raro ou episódico.

Dessa forma, estamos cada vez mais privados de uma possibilidade que parecia estável e imprescindível: a possi­bilidade de trocar experiências. Adquiri­mos intensamente informações úteis a curto prazo e deixamos de lado o conhecimento experimentado ao longo do tempo. Nesse quadro, há pouco espaço para o encanta­mento. Todos os dias chega pelo noticiário uma enorme multiplicidade de fatos já acompanhados de explicações especiali­zadas.

Mas o encanto e a arte da narrativa estão em não haver explicações prévias. Eventos extraordinários podem ser narra­dos com grande exatidão, mas o contexto psicológico do enredo não é necessaria­mente explicitado ao leitor. A interpreta­ção é livre, e isso faz com que qualquer narrativa atinja sentidos que não existem na mera informação.

Os efeitos dessa configuração social que sufoca a narrativa são nefastos. O pri­meiro deles é a crise da atenção. Se nada é permanente, muito pouco deve ser regis­trado. Informações instantâneas têm dura­ção curta: o interesse por elas é passageiro ou conjuntural. Outro efeito é a diminuição da imaginação. Ela, paulatinamente, tem desaparecido das redações escolares, por exemplo. Quando um professor solicita uma narrativa, esta vem muitas vezes recheada de elementos da realidade mais cruel ou dura possível; o espaço do possível ou do imaginário é drasticamente reduzido, e a consequência disso é, cada vez mais, um enorme conformismo com a realidade que está posta. Não há outro mundo possível, só este, do presente, do agora, objetivo e &ld quo;real”.

Se a informação simplesmente re­produz a realidade, a narrativa pode ter o condão de transformá-la, por meio da imaginação de um mundo diferente, inusitado. Sem a imagi­nação, estaremos condenados a repetir o cotidiano indefinidamente, sem vislum­brar saídas ou respostas que transcendam a realidade impositiva.

E o desaparecimento da arte de con­tar histórias na família? Qual o papel da me­mória, do passado, dos mais velhos, na educação dos mais jovens? Devemos res­saltar que uma das funções da narrativa é produzir a lembrança, perpetuar o que foi, imprimir alguma marca duradoura no mundo. A simples existência não garante a preservação do que fomos ou pelo que passamos. A memória familiar só terá es­paço no futuro das crianças pelo cultivo das histórias dos mais velhos, dos antepas­sados, representativos do sentido da pre­sença e da inserção dos membros da família no mundo.

Além disso, o cultivo da narrativa em família engrandece de sentido o que vivemos, pois os fatos eventualmente nar­rados vêm atravessados pela experiência de quem os conta, o que os enriquece e os torna mais densos de significado. A narra­tiva conserva suas forças por muito tempo, permanecendo na lembrança muito além do dia em que foi produzida. Se quere­mos ensinar algo, o exemplo e a narrativa, portadora de saberes e plena de vivência coletiva –– de cultura, portanto ––, são os grandes veículos com os quais podemos contar.


José Ruy Lozano é professor do Ético Sistema de Ensino (www.sejaetico.com.br), da Editora Saraiva, e licenciado em ciências sociais e letras pela Universidade de São Paulo (USP) e estará no programa LÁ EM CASA de amanhã, 27/9/2011, falando sobre o tema.

Para assistir acesse www.alltv.com.br

Lá em Casa - o programa que discute os dilemas da maternidade no século XXI
Apresentação: Vanessa Caubianco
Exibição: terça-feira, das 16h às 17h, ao vivo
Realização: AllTV

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

É possível educar sem palmadas?

Além da criação da "Lei do Tapinha", que estabelece o direito da criança e do adolescente a não serem submetidos a nenhuma forma de punição corporal, o governo brasileiro deveria também investir em ações que esclarecessem aos pais o porquê da criação da lei, quais os prejuízos para a criança que leva a "palmada" e, acima de tudo, as alternativas às atitudes agressivas dos pais.
Parece utópico?
Pode ser, mas o LÁ EM CASA está fazendo a sua parte, e amanhã 6/8 você poderá conversar ao vivo e tirar todas as suas dúvidas com a doutora em psicologia pela Universidade de São Paulo e autora do livro É possível educar sem palmadas?, Luciana Maria Caetano, que vai falar sobre AUTORIDADE,
REGRAS e LIMITES,
OBEDIÊNCIA e DESOBEDIÊNCIA,
AMEAÇAS,
BARGANHAS,
RAIVA,
PACIÊNCIA,
EXEMPLOS,
CASTIGOS e
O PODER DO DIÁLOGO ENTRE PAIS E FILHOS.

É possível educar sem palmadas? é um livro altamente recomendável e esclarecedor para pais e cuidadores.

No segundo bloco saiba dicas de lanches saudáveis para seu filho levar na escola e ainda o que ele deve e não deve comer em cada idade, com a nutricionista Melissa Lippe, da Renutrir Nutrição Materno Infantil.

Quer saber mais? Então assista ao programa LÁ EM CASA de amanhã, que começa às 16h no ww.alltv.com.br, e participe através do chat!

Vejo vocês lá!


Lá em Casa - o programa que discute os dilemas da maternidade no século XXI
Produção e apresentação: Vanessa Caubianco
Exibição: toda terça-feira, ao vivo, das 16h às 17h
Realização: AllTV